sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Endémicas dos Açores: #9 - Centaurium scilloides







 Centaurium scilloides (L.f.) Samp.
Erva perene, rizomatosa, glabra, com caules simples ou ramificados; flores brancas.
FamíliaGentianaceae;
Distribuição: espécie endémica dos Açores, existente em todas as ilhas do arquipélago.
"Até 2012 foi considerado que as plantas açorianas pertenciam à mesma espécie que ocorre no continente europeu, de flores cor-de-rosa. Estudos genéticos e morfológicos levaram à emancipação das plantas açorianas numa espécie autónoma". (Fonte)
Ecologia/habitat:  prados naturais, pastagens, clareiras de bosques, taludes, bermas de estradas e caminhos, em locais húmidos e frequentemente declivosos.
Floração: de Maio a Agosto.
(Local e datas: Açores - ilha de S. Jorge; 23 e 24 de Julho  de 2017)

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Endémicas dos Açores: #8 - Espigos-de-cedro (Arceuthobium azoricum)


 

Espigos-de-cedro (Arceuthobium azoricum Wiens & Hawksw.)
Planta parasita, verde-amarelada, com caules ramificados que podem atingir entre 7 e 15cm; folhas vestigiais, escamiformes; flores amareladas, minúsculas, com cerca de 2mm de diâmetro.
Tipo biológico: epífito;
FamíliaSantalaceae;
Distribuição:planta endémica dos Açores, com presença limitada a quatro ilhas do grupo central do arquipélago: Terceira, S. Jorge, Pico e Faial. 
Ecologia/habitat: Parasita do cedro-do-mato (Juniperus brevifolia) e também, embora raramente, da urze (Erica azorica), cresce em populações destas duas espécies a altitudes entre 600 e 1200 m. 
Floração: Setembro e Outubro.
Estatuto de conservação: "Em perigo",  protegida pela Directiva Habitats."(fonte).
(Local e data: Ilha do Pico; 30 - Julho - 2017)
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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Endémicas dos Açores: #7 - Scabiosa nitens








Scabiosa nitens Roem. & Schult.
Erva perene que pode atingir 50 cm de altura; folhas glabras, pecioladas, dentadas; flores rosadas ou brancas, agrupadas em inflorescências capituliformes.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Dipsacaceae;
Distribuição: Endemismo do arquipélago dos Açores, existente em todas as ilhas açorianas, com excepção da Graciosa. Provavelmente também já extinta na ilha do Faial.
Ecologia/habitat: falésias, encostas com frente para o mar e prados de montanha até altitudes próximas dos 1000m.
Floração: de Maio a Setembro.
[Locais e datas: ilha das Flores; 6 - Maio - 2016 (2 últimas fotos); ilha de S. Jorge; 23 e 24 de Julho de 2017 (as restantes)]
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domingo, 6 de agosto de 2017

Endémicas dos Açores: #6 - Chaerophyllum azoricum









Chaerophyllum azoricum Trel.
Erva perene, robusta, com caules erectos que podem atingir até cerca de 1 m de altura; folhas penatissectas com segmentos profunda e irregularmente serrados; flores brancas agrupadas em umbelas compostas (de umbélulas); frutos aproximadamente cilíndricos.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Apiaceae / Umbelliferae;
Distribuição: planta endémica do arquipélago dos Açores, existente apenas nas ilhas de São Miguel, S. Jorge, Pico e Flores.
Ecologia/habitat: terrenos de matos e relvados, a altitudes, em geral, acima dos 700 metros, em locais húmidos, por vezes declivosos.
Floração: de Junho a Agosto.
Estado de Conservação: "Espécie protegida pela Convenção de Berna e pela Directiva Habitats" (fonte). 
(Local e data: Açores - Ilha de S. Jorge; 24 - Julho - 2017)

sábado, 5 de agosto de 2017

Endémicas dos Açores: #5 - Uva-da-serra (Vaccinium cylindraceum)









Uva-da-serra * (Vaccinium cylindraceum Sm.)
Arbusto com cerca de 3 metros de altura, podendo excepcionalmente atingir os 5 metros, com folhas semi-persistentes, serrilhadas, com limbo com nervação profusamente reticulada; flores com corola tubular, de cor rosada, por vezes, branca, dispostas em cacho; frutos (pseudobagas) aproximadamente cilíndricos, carnudos, coloridos de azul escuro na maturação **.
Tipo biológico: fanerófito.
FamíliaEricaceae;
Distribuição: planta endémica dos Açores. Ocorre em todas as ilhas do arquipélago, com excepção da Graciosa.
Ecologia/habitat:  orlas e clareiras de florestas, de matagais e de pastagens, bermas de estradas e caminhos, preferentemente a altitudes superiores a 300 m, em locais húmidos,  onde surge, com frequência, associado a populações de Juniperus brevifolia (Cedro-do-mato) e  Erica azorica (Urze) .
Floração: de Maio a Agosto
*Outros nomes comuns: Uva-do-mato, Uva-do-monte, Uveira, Romania; Rosmaninho (Fonte).
** Frutos comestíveis, com sabor semelhante ao mirtilo, usados na confecção de doces e compotas.
(Locais e datas: Ilhas de S. Jorge e do Pico; de 28  a 30 de Julho de 2017).
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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Endémicas dos Açores: #4 - Furalha (Hypericum foliosum)








 Furalha * (Hypericum foliosum Aiton)
Pequeno arbusto, glabro, com caule ramificado, muito folhoso, que pode elevar-se até cerca de 100cm; folhas ovado-lanceoladas; flores amarelas (grandes relativamente a outras espécies do mesmo género) agrupadas em cimeiras pouco densas. 
Tipo biológico: fanerófito;
FamíliaHypericaceae;
Distribuição: Planta endémica dos Açores, com presença em todas as ilhas do arquipélago açoriano.
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de bosques; terrenos de pastagem, sebes, bermas de estradas e caminhos, a altitudes entre os 100 e os 1000m aproximadamente.
Floração: de Julho a Setembro.
* Outros nomes comuns: Furada, Malfurada; Milfurada;
(Locais e datas: ilhas de S. Jorge e do Pico; de 23 a 28 de Julho de 2017)

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Endémicas dos Açores: #3 - Cubres (Solidago azorica)







Cubres (Solidago azorica Hochst)
Erva perene, com caules erectos muito folhosos que podem atingir até cerca de 60 cm;  folhas algo espessas; e flores amarelas agrupadas em capítulos muito numerosos, mas de reduzidas dimensões.
Espécie muito semelhante à Solidago sempervirens, existente na costa leste da América do Norte, e dela só autonomizada como espécie diferente, na sequência de estudos recentes (fonte).
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Asteraceae;
Distribuição: Planta endémica dos Açores, com presença em todas as ilhas do Arquipélago.
Ecologia/habitat: falésias, rochedos e terrenos próximos da costa, a altitudes, em geral, até 500 m.
Floração: de Julho a Setembro.
(Local e data: Fajã dos Cubres - Ilha de S. Jorge; 23 - Julho - 2017)