domingo, 30 de julho de 2017

Endémicas dos Açores: #2 - Euphrasia grandiflora







Euphrasia grandiflora Hochst.
Erva hemiparasita, perene, mas de curta duração, com caules erectos ou ascendentes, ramificados na base que podem atingir até 40 cm de altura.
Tipo biológico: Caméfito;
Família: Orobanchaceae
Distribuição: Planta endémica dos Açores, circunscrita às ilhas de S. Jorge, Pico e  Terceira do Grupo Central. Supostamente extinta na ilha do Faial, onde também terá existido noutros tempos.
Ecologia/habitat: terrenos declivosos de montanha, acima dos 600m. de altitude, em clareiras de matos e em prados naturais, com abundância de outras herbáceas que lhe servem de hospedeiras.
Floração: de princípios de Julho a finais de Agosto.

(Local e data: Pico da Esperança - Ilha de S. Jorge; 24 - Julho - 2017)

sábado, 29 de julho de 2017

Endémicas dos Açores: #1 - Vidália (Azorina vidalii)












 Vidália [Azorina vidalii (H.C.Watson) Feer]
Tencionando dedicar umas quantas notas a plantas endémicas dos Açores, justo é que se inicie a série com a Vidália, a planta que, no dizer sempre esclarecido do Paulo Ventura Araújo, "não se parece com nenhuma outra deste mundo." 
Tipo biológico: caméfito
Família: Campanulaceae;
Distribuição: Endemismo açoriano, presente em todas as ilhas dos Açores.
Ecologia /habitat: rochas, arribas, falésias e muros próximos do litoral.
Floração: decorre com maior intensidade entre Julho e Agosto.
(Locais e datas: ilhas de S. Jorge e do Pico; 23-28/ Julho/ 2017)

terça-feira, 18 de julho de 2017

Dianthus laricifolius subsp. laricifolius



 



Dianthus laricifolius Boiss. & Reut. subsp. laricifolius 
Erva perene, cespitosa, com cepa algo lenhosa; talos floríferos, simples ou ramificados. com 10 a 50 cm; flores, com frequência em grupos de 2 ou 3, cuja corola, com cerca de 1,5 cm de diâmetro, se apresenta, na subespécie em questão, intensamente rosada.
Tipo biológicoCaméfito;
FamíliaCaryophyllaceae;
Distribuição: planta endémica da Península Ibérica. 
A sua ocorrência em Portugal está limitada ao território do Continente e praticamente concentrada nas regiões a Norte do Tejo (Beira Baixa, Beira Alta, Beira Litoral, Minho e Trás-os-Montes).
Ecologia/habitat: fissuras de rochas e terrenos de pastagem, mais ou menos secos, em solos ácidos, a altitudes entre 150 e 1500m.
Floração: de Maio a Agosto.
(Local e data: Perais - Vila Velha de Ródão; 12 - Junho - 2016)

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Carduus platypus subsp. platypus



Carduus platypus Lange subsp. platypus
Tipo biológico: hemicriptófito (erva bienal)
Família: Asteraceae /Compositae;
[Local e data: Maciço de Morais - Macedo de Cavaleiros (Trás-os-Montes); 16 - Junho - 2017]

segunda-feira, 10 de julho de 2017

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Thesium pyrenaicum subsp. pyrenaicum





Thesium pyrenaicum Pourr. subsp. pyrenaicum
Planta perene, semi-parasita, glabra, com cepa lenhosa, donde brotam, em geral, talos floríferos com 15 a 30 cm; folhas alternas, lineares. inteiras; flores pentâmeras, reunidas em inflorescências em geral, paniculiformes; frutos que, à semelhança dos das demais espécies do género, conservam no ápice os restos do perianto,  restos com comprimento semelhante ou algo superior ao comprimento da zona seminífera, particularidade que permite distingui-la com alguma facilidade da congénere Thesium humifusum, também existente em Portugal, visto que, nesta espécie, a zona seminífera tem um comprimento bem maior (nunca inferior ao dobro do comprimento da parte restante do fruto).
Tipo biológico: Caméfito;
FamíliaSantalaceae;
Distribuição:  Europa Central e Ocidental e Norte de Itália.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, encontrando-se circunscrita às regiões de Trás-os-Montes, Minho e Douro Litoral.
Ecologia/habitat: terrenos relvados, ainda que pedregosos, calcários ou siliciosos, preferentemente ácidos, a altitudes até 2700m.
Floração: de Abril a Setembro.
[Local e data: Trás-os-Montes); 17- Junho - 2017]
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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Prunella grandiflora




Prunella grandiflora (L.) Scholler
Família: Lamiaceae;
Mais informacão: aqui.
(Local e data: Trás-os-Montes; 18 - Junho -2017)
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sábado, 1 de julho de 2017

Scabiosa columbaria






Scabiosa columbaria L.
Planta perene, subarbustiva, multicaule, com talos erectos (com 30 a 120cm) geralmente ramificados na metade superior; folhas com morfologia não uniforme, mas com caulinares penatissectas (1 a 3 vezes) com segmentos laterais aproximadamente lineares; flores (com corola azul, rosa, violeta ou mesmo esbranquiçada) agrupadas em capítulos protegidos por invólucros formados por 8 a 15 brácteas, inteiras, raramente penatifendidas e por bractéolas, umas e outras de  tamanho inferior ao das flores.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Dipsacaceae;
Distribuição: Centro, Sul e Oeste da Europa; Norte, Leste e Sul de África; Centro e Sul da Ásia. 
Na Península Ibérica e também em Portugal Continental ocorrem duas subespécies: a nominal (Scabiosa columbaria subsp. columbaria) que, em  território português  se encontra, segundo a Flora Iberica, na Beira Baixa, Beira Litoral, Ribatejo, Minho e Trás-os-Montes, e a subespécie affinis [Scabiosa columbaria subsp. affinis (Gren. & Godr.) Nyman] com presença circunscrita à Beira Litoral e Estremadura.
Ecologia/habitat: clareiras de bosques e de matagais, em substratos calcários, dolomíticos, graníticos ou gessosos, a altitudes desde 100 até 2000m.
Floração: de Maio a Setembro.
(Local e data: Trás-os-Montes;18 - Junho - 2017)
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