domingo, 25 de junho de 2017

Dianthus armeria subsp. armeria








Dianthus armeria L. subsp. armeria
Erva anual ou, mais frequentemente, bienal, com caule  (25 a 45 cm) erecto, muito flexível, simples, mas, não raro, ramificado na parte superior; flores pentâmeras, dispostas (2 a 8) em glomérulos. com corola diminuta (1 a 2 cm de diâmetro) com pétalas de cor púrpura, com unha esbranquiçada e manchas de igual cor na lâmina.
Tipo biológicohemicriptófito ou terófito;
Família: Caryophyllaceae
Distribuição: Europa e Transcaucásia.
Em Portugal a sua ocorrência parece limitada a Trás-os-Montes. Na verdade, embora a Flora Iberica também assinale a sua presença na Beira Baixa, facto é que o portal da SPBotânica (Flora.on) não regista, por ora, qualquer avistamento nesta região. Mesmo em Trás-os-Montes, tendo em conta o número de registos no citado portal, o seu aparecimento parece ser bastante raro.
Ecologia/habitat: terrenos baldios,  pastagens, taludes e bermas de estradas e caminhos na orla de bosques e florestas, frequentemente em locais um tanto ou quanto sombrios, a altitudes até 1500m,
Floração: de Maio a Agosto.
[Local e data: Serra de Montesinho (Trás-os-Montes); 18 - Junho - 2017] 
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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Margariça (Erica tetralix)











Margariça ou Urze-peluda (Erica tetralix L.)
Pequeno arbusto (10 a 50cm) com caule ramificado; folhas inseridas em verticilos de 4 ou 6; flores (com corola urceolada, de cor rosada ou avermelhada, eventualmente, albina) dispostas em grupos de 5 a 15 em inflorescências terminais, umbeliformes.
Tipo biológico: caméfito;
Família: Ericaceae;
Distribuição: Norte e Oeste da Europa.
A ocorrência da espécie em Portugal parece estar limitada às regiões do Norte e Centro do território do Continente, sendo raro o seu aparecimento a sul do Tejo.
Ecologia/habitat: turfeiras; margens de cursos de água, terrenos pantanosos, urzais húmidos, com frequência em terrenos siliciosos ou ultrabásicos, a altitudes até 2100m.
Floração: de Maio a Outubro.
[Local e data: Serra de Montesinho (Trás-os-Montes); 17 - Junho - 2017]

terça-feira, 20 de junho de 2017

Allium guttatum subsp. sardoum

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Allium guttatum subsp. sardoum (Moris) Stearn *
Erva perene, bulbosa (bolbo ovóide ou globoso, geralmente solitário - foto 7), caule de secção circular com 18 a 70cm; flores (com tépalas brancas ou rosadas com mancha esverdeada) agrupadas em inflorescências  densas, aproximadamente esféricas, sem bolbilhos, com espata formada por um único segmento (v. foto 6).
Tipo biológico: geófito;
FamíliaAmaryllidaceae;
Distribuição: Sul da Europa; Norte de África; Chipre e Sudeste da Turquia. 
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e aparentemente, tendo em conta o número de registos existentes no portal da SPBotânica (Flora.on) não será muito comum.
Ecologia/habitat:  terrenos de pastagem e mato, em locais secos, pedregosos e mesmo rochosos, em taludes e bermas de estradas, a altitudes ate 1500m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Junho a Julho.
*Sinonímia: Allium sardoum Moris (Basónimo)
[Local e data: Vimioso (Trás-os-Montes); 16 - Junho - 2017]
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terça-feira, 13 de junho de 2017

Chamaesyce maculata





Chamaesyce maculata (L.) Small *
Planta anual, procumbente, pubescente, com caules, ramificados desde a base, que podem atingir até 30 cm; folhas com limbo assimétrico, geralmente com manchas mais ou menos acentuadas; ciátios com 4 ou 5 flores masculinas, pelosos; frutos ovoides, sulcados, com pêlos adpresos.
Tipo biológico: terófito:
Família: Euphorbiaceae;
Distribuição: planta originária da América do Norte, entretanto naturalizada na Europa, Ásia, Norte de África e Austrália. 
Em Portugal ocorre como espécie introduzida quer em grande parte do território do Continente (sobretudo nas regiões a norte do Tejo), quer no arquipélago dos Açores, Inexistente no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: espécie ruderal ocorre, com frequência em terrenos pisoteados e mesmo por entre as pedras das calçadas, a altitudes até 750m.
Floração: durante uma boa parte do ano, mas com maior intensidade de Maio a Setembro.
* Sinonímia: Euphorbia maculata L. (Basónimo)
[Local e data: aldeia de Pousafoles do Bispo (concelho de Sabugal); 12 - Setembro - 2016]
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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Centaurea polyacantha





Centaurea polyacantha Willd.
Erva perene, em regra, multicaule, subarbustiva, inerme, com excepção dos apêndices espinhosos das brácteas involucrais, com caules ascendentes ou erectos que podem atingir até 60cm. 
Em boa parte da literatura da especialidade esta planta ainda é tratada como subespécie da Centaurea sphaerocephala [com a designação científica de Centaurea sphaerocephala subsp. polyacantha (Willd.) Dostál]. Não é esse, no entanto, o entendimento da Flora Iberica que a trata como espécie autónoma e, aparentemente, com boas razões, pois as duas espécies apresentam características permanentes que permitem mesmo a um observador leigo distingui-las perfeitamente. O portal da SPBotânica (Flora.on) assinala duas dessas características: a existência, na C. polyacanta, de capítulos com "flores marginais (...) muito mais compridas do que as centrais" e a diferente forma como se dispõem os espinhos dos apêndices  das brácteas ("em várias fiadas", na C.  polyacantha, "numa só fiada", na C. sphaerocephala). Distinto é, porém, o próprio "hábito" das espécies em causa, visto que a C. polyacantha se apresenta com caules ascendentes ou erectos e a C. sphaerocephala com caules procumbentes.
Tipo biológico: hemicriptófito
Família: Asteraceae / Compositae;
Distribuição: Península Ibérica e Noroeste de Marrocos.
Em Portugal Continental ocorre em todas as regiões confinantes com o litoral oeste-atlântico, desde o Algarve até ao Minho.
Ecologia/habitat: dunas consolidadas; clareiras de pinhais e de matagais, em solos arenosos, a altitudes até 150m.
Floração: de Março a Setembro.
[Local e data: Praia de S. Julião (Carvoeira - Mafra); 13 - Abril - 2017]
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terça-feira, 6 de junho de 2017

Veronica scutellata








Veronica scutellata L.
Erva perene, algo lenhosa na base, com caules erectos ou ascendentes, com 10 a 60 cm, completamente glabros ou, ao invés, densamente pubescentes; folhas sésseis, lineares ou linear-lanceoladas, inteiras ou subinteiras, glabras ou com revestimento de pêlos semelhantes aos do caule; flores (com corola esbranquiçada, azul claro, ou violeta pálido com 5 a 7 cm de diâmetro) agrupadas em inflorescências axilares em forma de cacho.
Tipo biológico: Caméfito, Helófito.
Família:Plantaginaceae;
Distribuição: Europa; Centro e Norte da Ásia; Norte da América;  Argélia. Introduzida na Tasmânia, Nova Zelândia e Argentina.
Em Portugal encontra-se apenas no território do Continente, concentrando-se sobretudo nas regiões a norte do Tejo. No Algarve e no Baixo Alentejo não há mesmo registo do seu aparecimento.
Ecologia/habitat: locais pantanosos ou encharcados; turfeiras;  fontes; rios e outros cursos de água, a altitudes até 1700m. 
Floração: de Maio a Setembro.
[Local e datas: Rio Côa (no curso entre Vale de Espinho e Quadrazais); 19 - Julho - 2015 e  5 - Setembro - 2016]
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domingo, 4 de junho de 2017

Tornassol-sem-pêlos (Heliotropium curassavicum)








Tornassol-sem-pêlos ou Verrucária-sem-pêlos (Heliotropium curassavicum L.)
Erva perene, glabra, glauca, com caules decumbentes, ramificados desde a base, que pode atingir até 70cm.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família:Boraginaceae;
Distribuição: Planta originária da América, introduzida e naturalizada nalguns arquipélagos da Macaronésia e em grande parte da bacia mediterrânica. Em Portugal Continental é suposto existir no Algarve (Flora Iberica). Certa é, no entanto e por ora, a sua existência no concelho do Seixal (Estremadura).
Ecologia/habitat: terrenos de sapal alto, mais ou menos nitrificados, por vezes, perturbados.
Floração: de Abril a Dezembro.
(Local e data: estuário do Tejo - Baía do Seixal; 2/3 - Junho - 2017)