quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Bonina (Bellis perennis)


Bonina * (Bellis perennis L.)
Erva perene (tipo biológico: hemicriptófito) da família Asteraceae/ Compositae.
Distribuição: Centro, Sul e Oeste da Europa; Norte de África e Sudoeste da Ásia. Introduzida como planta ornamental noutras regiões do Globo e ali, entretanto naturalizada.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, em quase todo o território do Continente e como espécie introduzida e naturalizada encontra-se, quer no arquipélago dos Açores, quer no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: prados e outros campos relvados, bermas de estradas e caminhos, em locais com alguma humidade.
Floração: decorre quase ao longo de todo ano, mas com maior intensidade de Janeiro a Julho. 
Fitoterapia; planta usada em fitoterapia, designadamente como cicatrizante, expectorante e antitússico.
* Outros nomes comuns: Margarida; Margarita; Margarida-dos-prados; Bela-margarida.
(Local e data: Serra de Candeeiros; 15 - Fevereiro - 2017)

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Ervilhaca-peluda (Vicia bithynica)








Ervilhaca-peluda (Vicia bithynica (L.) L.
Erva trepadora anual, com caules erectos ou ascendentes, com 20 a 60 cm; folhas alternas, pecioladas, estipuladas, com 2 ou 3 pares de folíolos, com gavinha simples ou ramificada no ápice; inflorescências pedunculadas com 1 ou 2 flores, apresentando estas corola composta por estandarte de cor púrpura ou violácea e asas e quilha esbranquiçadas ou amareladas.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae;
Distribuição: Sul e Oeste da Europa; Transcaucásia; Sudoeste da Ásia, Noroeste de África e  Açores.
No que a Portugal diz respeito, refira-se que, além da presença no arquipélago dos Açores, a  espécie encontra-se também no território do Continente, mas circunscrita à Estremadura e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: relvados em terrenos com alguma humidade; bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 850m.
Floração:de Março a Junho.
[Locais e datas: Igreja Nova e Cheleiros (Mafra); Março - Maio; 2015]
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Inaugurando nova época das orquídeas: Salepeira-grande (Himantoglossum robertianum)


Salepeira-grande (Himantoglossum robertianum (Loisel.) P. Delforge; sin.: Barlia robertiana (Loisel.) Greuter]
Família: Orchidaceae;
(Local e data: Serra da Arrábida; 9 - Fevereiro - 2017)
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Urze-vermelha (Erica australis)



Urze-vermelha * (Erica australis L.)
Arbusto perenifólio que pode elevar-se até 2,5 m; folhas lineares. brilhantes,  em verticilos de 4; flores com corola tubular ou tubular-campanulada de cor rosada ou avermelhada, agrupadas (2 a 6) em inflorescências umbeliformes dispostas no ápice de ramos laterais.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Ericaceae
Distribuição: Península Ibérica e Noroeste de África.
Em Portugal distribui-se, ainda que de forma descontínua, por todo o território do Continente. Ausente dos arquipélagos da Madeira e dos Açores.
Ecologia/habitat: matagais e bosques com clareiras, em terrenos secos e com frequência pedregosos,  a altitudes até 2000m.
Floração: de Dezembro a Junho.
*Outros nomes comuns: Torga-vermelha; Urgueira; Chamiça.
(Local e data: Serra da Arrábida; 16 - Janeiro - 2017)
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Trevo-entaçado (Trifolium cherleri)


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Trevo-entaçado (Trifolium cherleri L.)
Erva anual, densamente vilosa, com caules procumbentes ou ascendentes, ramificados desde a base, com 3 a 30 cm; folhas alternas, trifoliadas, com folíolos inteiros ou ligeiramente denticulados na parte apical; flores com corola esbranquiçada ou algo rosada, agrupadas em inflorescências capituliformes, semiglobosas, aparentemente terminais.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica e Macaronésia (Madeira e Canárias).
Em Portugal, além de presente no arquipélago da Madeira, encontra-se também em quase todo o território  do Continente. Supostamente só não ocorre no Minho e no Douro Litoral.
Ecologia/habitat: pastagens anuais, em terrenos pobres, secos, siliciosos ou arenosos, por vezes degradados, a altitudes até 1000m.
Floração: de Março a Agosto.
[Locais e datas: Canha (Montijo); 24 - Abril - 2016 (Fotos 1 a 4); Vila Velha de Ródão; 30 - Abril - 2015 (foto 5); Sobral da Adiça; 13 - Abril 2015 (foto 6)]
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Cenoura-brava-de-crina (Daucus crinitus)









Cenoura-brava-de-crina ou Cenoura-de-folha-miúda  (Daucus crinitus Desf.)
Erva perene, com 25 a 100 cm de altura; caule erecto, glabro, frequentemente ramificado a partir da base; folhas basais, numerosas, penatissectas (3 a 4 vezes) com segmentos aparentemente dispostos em verticilos e divisões de última ordem lineares ou linear-lanceoladas; as caulinares mais raras, mas semelhantes às basais e tal como estas penatissectas (1 a 3 vezes); flores brancas agrupadas em umbelas com pedúnculos compridos e com 10  a 30 raios desiguais. 
Tipo biológico: Hemicriptófito;
FamíliaApiaceae / Umbelliferae;
Distribuição: Região Mediterrânica Ocidental (Península Ibérica; Marrocos; Argélia e Tunísia)
Em Portugal, embora não seja tão comum quanto a congénere Daucus carota, pode, todavia encontrar-se em quase todo o território do Continente. De facto, parece só não ocorrer no Minho e no Douro Litoral . É também inexistente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: clareiras de matos, taludes e bermas de estradas e caminhos, orlas de campos agrícolas, cultivados ou em pousio, a altitudes até 900m. Prefere solos ácidos.
Floração: de Abril a Julho.
(Local e data: Vila Velha de Ródão; 30 - Abril - 2015)
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Aditamento (3 de Fevereiro de 2016)

(Imagem da infrutescência captada na Serra da Arrábida em 16 - Junho - 2015)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Valerianella multidentata






Valerianella multidentata Loscos & J.Pardo
Erva anual,  com 2 a 20 cm,  revestida por indumento, mais ou menos denso, formado por pêlos retrorsos; caule ramificado (uma ou mais vezes) a partir da base e de forma dicotómica, como parece ser a regra entre as plantas deste género, cujo hábito, considerado no geral, não difere muito de espécie para espécie. Aparentemente e aos olhos de um leigo, pelo menos, a melhor forma de distinguir as diversas espécies, parece ser a observação da forma e do número de dentes do cálice que, nalgumas espécies, pode nem sequer estar presente. Não é o caso da V. multidentata, que apresenta um cálice com 11 a 17 dentes terminados em gancho, número que é superior ao de qualquer outra das espécies em causa (a ponto de  justificar o epíteto específico), dentes que se tornam mais facilmente perceptíveis na fase da frutificação, pois o cálice é acrescente e  persistente nessa fase.
Tipo biológico: terófito:
FamíliaValerianaceae;
Distribuição: Península Ibérica.
Esta espécie não figura na Checklist da Flora Portuguesa e a Flora Ibérica também não a considera como existente em território português. Todavia, não restam dúvidas de que ela ocorre também em Portugal. No portal da SPBotânica (Flora.on) figura já, com efeito, um registo da autoria de Ana Júlia Pereira e de Miguel Porto aos quais cabe o mérito da sua descoberta e identificação. 
Ecologia/habitat: pastagens anuais e terrenos degradados em substratos calcários ou gessosos a altitudes entre 200 e 700m.
Floração: de Abril a Maio.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Daucus setifolius

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Daucus setifolius Desf.
Erva perene, com 70 a 100cm, glabra ou ligeiramente pubescente, com caule erecto, ramificado; folhas basais numerosas, erectas, multi-penatissectas (2 a 4 vezes), com segmentos de última ordem filiformes; as caulinares, escassas, dispersas, mas igualmente multi-penatissectas (2 a 3 vezes): flores (com pétalas homogéneas, brancas) agrupadas em umbelas (4 a 11) com 8 a 20 raios, aveludados, aproximadamente iguais em comprimento.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Apiaceae / Umbelliferae;
Distribuição: Região Mediterrânica Ocidental (Península Ibérica; Marrocos, Argélia e Tunísia).
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente encontrando-se, aparentemente, circunscrita ao Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo e Beira Baixa.
Ecologia/habitat: Taludes e bermas de estradas e caminhos, clareiras de matos, mais ou menos degradados, a altitudes até 1000 m.
Floração: de Agosto a Outubro.
[Locais e datas: Idanha-a-velha; 11 - Setembro - 2015 (fotos 1, 2, 4, 8 e 10); Serra de Montejunto: 30 - Setembro - 2015 (fotos 3 e 5) e 30 - Junho - 2016  (fotos 6, 7 e 9)]