quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Chuchu-do-mato (Araujia sericifera)











 
Chuchu-do-mato * (Araujia sericifera Brot.**)
Planta trepadeira lenhosa, volúvel (liana ou cipó) que pode atingir cerca de 10m.
Tipo biológico: Fanerófito;
FamíliaApocynaceae (anteriormente: Asclepiadaceae )
Distribuição: a espécie é nativa das regiões sub-tropicais da América do Sul, tendo sido introduzida, para fins ornamentais, em várias regiões temperadas do globo, onde se naturalizou e onde, algumas vezes, se comporta como planta invasora. Também terá sido introduzida em Portugal para para idênticos fins, em data incerta, encontrando-se  naturalizada, quer nos Açores e Madeira, quer no Continente, onde, no entanto, não parece ser, nem muito comum, nem apresentar comportamento invasor. 
Ecologia/habitat: clareiras e orla de matas;
Floração: decorre em Portugal de Junho a Setembro.
* Outras designações comuns: Planta-cruel; Pepino-de-seda; Timbo.
** O nome genérico Araujia foi criado pelo descritor, o botânico português Félix de Avelar Brotero (Brot.) em homenagem a outro português,  António de Araújo e Azevedo, político, diplomata e cientista, nascido em Ponte de Lima, em 14 de Maio de 1754, e falecido no Rio de Janeiro, em 21 de Junho de 1817
[Local e datas: Mata Nacional do Escaroupim (concelho de Salvaterra de Magos); 12 - de Junho / 7 de Julho - 2015]

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Erva-rapa (Bidens frondosa)







 
Erva-rapa (Bidens frondosa L.)
Erva anual que pode atingir até cerca 150 cm de altura, com caules erectos, muito ramificados, glabros, ou revestidos de pêlos mais ou menos esparsos, mas sempre pouco densos; folhas pecioladas, compostas por 3 ou 5 folíolos oblongo-lanceolados ou ovados, com margens serradas; flores amarelas, tubulares, agrupadas em capítulos com 1 ou 2 cm de diâmetro, protegidos por brácteas externas herbáceas e por brácteas internas de muito menor dimensão, estas com margem escariosa.
Tipo biológico: terófito:
Família: Asteraceae/Compositae;
Distribuição: planta originária da América do Norte, entretanto introduzida e naturalizada em muitas partes do globo com comportamento (e, nalguns casos, estatuto) de planta invasora. Em Portugal surge como subespontânea em todo o território do Continente, conquanto seja mais comum no Norte e no Centro.
Ecologia/habitat: margens e leitos de cheia de cursos de água e outros sítios húmidos.
Floração: De Julho a Setembro.
[Local e data. margens do rio Côa, nas proximidades de Valongo (Sabugal); 7 - Setembro - 2016]

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Uma novidade na flora de Portugal: Haplophyllum linifolium subsp. linifolium







Haplophyllum linifolium (L.) G. Don subsp. linifolium *
Pequeno arbusto (26 a 83 cm,) com caules erectos, ramificados a partir da base; folhas elípticas ou lanceoladas, sésseis ou curtamente pecioladas, inteiras ou trífidas com dois pequenos segmentos na base; flores com pétalas amarelas, glabras, agrupadas (4 a 55) em inflorescências vagamente corimbiformes.
Família: Rutaceae;
Distribuição: planta endémica da Península Ibérica, mas só recentemente avistada em Portugal. Por ora, é apenas conhecida uma população em território português do Continente (fonte).
Ecologia/habitat: matagais, mais ou menos ruderalizados, terrenos de pastagem, com frequência pedregosos e algo secos, bermas de caminhos, orlas e clareiras de azinhais e carrascais, geralmente em substratos básicos,  a altitudes entre 100 e 1100 m.
Floração: de Abril a Setembro.
(Local e data: algures no concelho de Estremoz; 11 - Junho - 2016)

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Epilobium brachycarpum










Epilobium brachycarpum C. Presl.*
Erva anual, com caules erectos (30 a 150cm) ramificados; folhas lineares ou elípticas, glabras, com margens denticuladas; flores (com 4 pétalas bilobadas, rosadas ou purpúreas, por vezes, brancas) agrupadas em amplas inflorescências terminais, pouco densas; frutos mais ou menos fusiformes.
Tipo biológico: terófito;
FamíliaOnagraceae;
Distribuição. Planta nativa do Oeste da América do Norte e da Argentina. Introduzida e naturalizada na Europa, em finais do século passado. A sua ocorrência em Portugal Continental só recentemente foi assinalada e, por ora,  a sua presença, não muito frequente, parece limitada ao Norte e Centro do território do Continente (fonte) .
Ecologia/habitat: terrenos abertos, ruderalizados, algo nitrificados, valetas e taludes de estradas e vias férreas, a altitudes desde 600 a 800m.
Floração: de Agosto a Outubro.
*Sinonímia: Epilobium paniculatum Nutt. ex Torr. & A. Gray.
(Local e data: Cerdeira (Sabugal); 7 - Setembro - 2016)

sábado, 17 de setembro de 2016

Plantas ornamentais: Fustete (Cotinus coggygria)





Fustete (Cotinus coggygria Scop.)
Arbusto muito ramificado que pode atingir até 7 m de altura.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Anacardiaceae;
Distribuição: planta nativa da Europa e da Ásia, onde ocupa uma ampla área que se estende desde o Sudeste europeu até à China, passando pela Ásia Central e pelos Himalaias. É, no entanto, possível encontrá-la noutras regiões onde foi introduzida para fins ornamentais.
Sinonímia: Rhus cotinus L.
[Local onde a planta foi fotografada : jardim da Casa da Cerca (Almada)]

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Recapitulando: Genciana-de-turfeiras (Gentiana pneumonanthe)








 Genciana-de-turfeiras (Gentiana pneumonanthe L.)
Família: Gentianaceae;
Mais informação: aqui)
(Local e data: Serra da Estrela; 4 - Setembro - 2016)
(Clicando nas imagens, amplia)

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Plantas ornamentais: Frésia (Freesia refracta)

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Frésia [Freesia refracta (Jacq.) Klatt]
Erva perene, bulbosa, com bolbo cónico ou ovoide; caule liso, erecto, em geral ramificado, com 15 a 40 cm de altura; folhas (7 a 10) linear-lanceoladas,  erectas, com o nervo central bem visível; flores com tépalas esbranquiçadas, verdes, amareladas ou de cor púrpura; as inferiores com manchas alaranjadas, flores que surgem agrupadas (3 a 10) em inflorescências especiformes, horizontais ou decumbentes; fruto com a forma  de cápsula trilobulada, com a superfície lisa ou papilosa.
Tipo biológico: Geófito;
Família: Iridaceae;
Distribuição: Tal como as restantes espécies do género Freesia (pouco mais que uma dezena) também a Freesia refracta é originária da África austral, e, designadamente, da África do Sul e, à semelhança das suas congéneres, também  é largamente cultivada e utilizada como planta ornamental, encontrando-se, por via desse uso, naturalizada em variadas partes do globo.
Em Portugal, onde as plantas do referido género também são usadas para fins ornamentais, só a Freesia refracta se encontrará naturalizada e ocorrerá apenas no Algarve, Alto Alentejo e Estremadura.. Tal é, pelo menos, o entendimento da Flora Iberica.
Ecologia/habitat: terrenos algo perturbados, com frequência, na proximidade de aglomerados urbanos.
Floração: de Fevereiro a Maio.
[Locais e datas: Serra de Monchique; 10 - Março -2016 (fotos 1, 3, 4 e 7 ); 23 - Maio - 2016 (fotos 5 e 6);  Loulé (concelho); 11 - Março - 2016 (Foto 2)]