sábado, 20 de janeiro de 2018

Uma jornada na Serra da Arrábida dedicada aos narcisos




Narciso-da-serra ou Narciso-do-barrocal (Narcissus papyraceus Ker Gawl.)

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Narcissus calcicola Mendonça

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Campainhas-amarelas, Cucos, ou Campainha-dos-montes [Narcissus bulbocodium subsp. obesus (Salisb.) Maire]

(Local e data: Serra da Arrábida; 19 - Janeiro - 2018)
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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Urze-branca (Erica lusitanica)





 

 


Urze-branca (Erica lusitanica Rudolphi)
Arbusto ramificado com 0,5 a 4 m de altura; caules que, enquanto jovens, se mostram esbranquiçados com indumento denso de pêlos brancos; folhas lineares, glabras, dispostas em verticilos de 2, 3 ou 4; flores com corola campanulada, branca ou branco-rosada, agrupadas em numerosíssimas inflorescências umbeliformes que surgem no ápice de curtos ramitos laterais.
Tipo biológico: fanerófito.
Família: Ericaceae;
Distribuição: Península Ibérica e Sudoeste de França. Introduzida na Inglaterra e na Nova Zelândia. Em Portugal Continental encontra-se em grande parte do território, embora seja bastante mais rara do que a congénere Erica arborea com a qual se pode confundir. Ausente estará apenas no Minho (e em Trás-os-Montes ?).
Ecologia/habitat: barrancos; margens de cursos de água;  urzais e outros matos, em terrenos húmidos e sombrios, a altitudes até 800m.
Floração: de Dezembro a Março.
(Local e data: Verdizela - Seixal; 17 - Janeiro - 2018)

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Rosmaninho (Lavandula stoechas subsp. stoechas)

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 Rosmaninho * (Lavandula stoechas L. subsp. stoechas)
Pequeno arbusto, muito aromático, com 25 a 100 cm; caules folhosos muito ramificados; folhas com tamanho mais ou menos uniforme, inteiras, com indumento esbranquiçado, de lineares a lanceoladas, com frequência com margens revolutas e nervação reticulada facilmente perceptível na página inferior; flores (com corola bilabiada, com  4 a 5 mm de diâmetro, de cor azul ou violeta muito escura na parte superior) agrupadas em inflorescências espiciformes, pedunculadas (com pedúnculo mais curto que a espiga) e formadas por verticilos com 6 a 14 flores cada um, com remate de brácteas coloridas em forma de penacho.
Tipo biológico: fanerófito; caméfito;
Família: Lamiaceae / Labiatae;
Distribuição: Região Mediterrânica e Canárias;
Em Portugal ocorre em todas as regiões do Continente.
Ecologia/habitat: clareiras de matos e bosques, em terrenos pobres, por vezes, pedregosos, preferentemente siliciosos, geralmente em locais ensolarados, a altitudes até 1700m.
Floração: de Fevereiro a Julho.
*Outros nomes comuns: Cabeçuda; Arçã;
[Locais e datas: Tunes (Algarve); 8 - Março - 2016 (fotos 1 e 5); Querença (Algarve); 11 - Março - 2016 (foto 2); Alqueva (Portel) 13 - Abril - 2015 (foto 3); e Sarzedas (Castelo Branco) 29 - Abril - 2015 (foto 4)]

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Abrótea-de-primavera (Asphodelus ramosus subsp. distalis)






Abrótea-de-primavera (Asphodelus ramosus subsp. distalis Z.Díaz & Valdés)
Erva perene, rizomatosa, glabra, com caule liso, erecto, com 50 a 160cm; folhas todas basais, dispostas de forma dística; flores hermafroditas com seis tépalas, em geral, brancas, com uma faixa central acastanhada ou púrpura, as externas ligeiramente mais estreitas que as internas, umas e outras caducas na frutificação; inflorescência em cacho composto com 3 a 10 ramos erecto-patentes simples; frutos constituídos por cápsulas frequentemente ovóides, mais estreitas na parte superior, com ápice truncado.
Tipo biológicoGeófito;
Família: Xanthorrhoeaceae;
Distribuição:  Península Ibérica, Noroeste de Marrocos e Canárias. 
Em Portugal ocorre apenas no Sul do território do Continente (Algarve; Alto e Baixo Alentejo e Estremadura). 
Ecologia/habitat: pastagens,  clareiras de matos e bosques, em solos, em geral, profundos de diversa natureza (argilosos, calcários, margosos, xistosos, quartzíticos e areníticos) a altitudes até aos 1000m. 
Floração: de Janeiro a Abril.
(Local e data: Serra da Adiça - Moura: 4 - Abril - 2017)

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Romulea bulbocodium






Romulea bulbocodium (L.) Sebast. & Mauri *
Erva perene, bulbosa (bolbo com 6 a 15 mm de diâmetro), caule muito curto antes e durante a floração, podendo, após esta, chegar a atingir até 17 cm; folhas basais (2) e caulinares (até 5) filiformes, muito mais compridas que o caule; flores (1 a 6) com tépalas coloridas em vários tons e  estilo com ramificações que ultrapassam claramente as anteras.
Tipo biológico: geófito;
Família: Iridaceae;
Distribuição:Sul da Europa; Norte de África e Sudoeste da Ásia.
Em Portugal encontra-se em todo o território do Continente. Inexistente nos arquipélagos da Madeira, e dos Açores;
Ecologia/habitat: pastagens e outros relvados; orlas e clareiras de matos e bosques, com frequência em terrenos perturbados, ácidos ou descarbonatados, a altitudes até 1200m. 
Floração: de Janeiro a Maio.
*SinonímiaCrocus bulbocodium L. (basónimo).
(Local e data: Foz do Lizandro (Ericeira - Mafra); 16 - Fevereiro - 2017)
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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Luzerna (Medicago sativa)

 


 


Luzerna ou Alfafa (Medicago sativa L.)
Erva perene,  muito ramificada, com caules erectos ou ascendentes, por vezes, prostrados, com 30 a 90 cm; folhas trifoliadas, com folíolos de obovados a linear-oblongos, peciolulados, serrilhados no terço superior; flores agrupadas em cachos densos (com 5 a 40 flores) com cálice revestido por pêlos compridos e com dentes assovelados, mais compridos do que o tubo e corola (formada por estandarte, duas asas e quilha) com 7 a 11 mm, azul, violácea ou purpúrea; fruto (vagem) em espiral aberta com 2 a 3 espiras.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Fabaceae;
Distribuição: possivelmente originária das penínsulas da Anatólia e da Crimeia, encontra-se actualmente naturalizada em quase todas as regiões do globo onde foi introduzida e onde ainda é actualmente cultivada sobretudo como planta forrageira. 
Em Portugal distribui-se por todo o território do Continente e encontra-se também nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: campos cultivados e em pousio, relvados, taludes, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 2000m.
Floração:  pode ocorrer ao longo de quase todo ano, embora com maior intensidade de Maio a Julho.
(Local e data: Almada; 31 - Maio - 2017)

domingo, 7 de janeiro de 2018

Murbeckiella sousae







Murbeckiella sousae Rothm.
Erva perene, com caules que podem atingir até 35 cm; folhas basais (numerosas) divididas  (de penatifendidas a penatissectas); folhas caulinares (pouco numerosas) penatifendidas ou penatipartidas;  flores com pétalas brancas ou, raras vezes, rosadas; frutos relativamente compridos (3 a 6 cm).
Em Portugal ocorre uma outra espécie do mesmo género com "hábito" muito semelhante (M. boryi). Para distinguir as duas espécies o portal da SPBotânica (Flora.on) sugere que se atente: na forma das folhas basais (as da M. boryi são, em geral e ao contrário das da M. sousae, "inteiras ou só superficialmente divididas"); e no comprimento dos frutos (os  da M. boryi com 1 a 2,5 cm, são bem mais curtos que os da congénere). Um outro dado pode servir para remover eventuais dúvidas:  a M. sousae não ocorre a altitudes superiores a 1300m e, ao invés, a M. boryi só surge altitudes a partir de 1300m. 
Tipo biológico:caméfito.
Família: Brassicaceae / Cruciferae;
Distribuição: endemismo lusitano, com ocorrência limitada ao Centro e Norte de Portugal Continental.
Ecologia/habitat: fissuras de rochas siliciosas a altitudes entre 200 e 1300m.
Floração: de Março a Julho.
[Local e datas: Serra do Açor: 13 - Maio - 2013 (4 primeiras fotos); 28 - Maio 2017 (fotos restantes)]
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sábado, 6 de janeiro de 2018

Euphorbia paniculata subsp. welwitschii

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Euphorbia paniculata Desf. subsp. welwitschii (Boiss. & Reut.) Vicens, Molero e C.Blanché
Planta perene, glabra, com caules  herbáceos ou pouco lenhificados na base, com 4 a 8 ramos laterais férteis; folhas elípticas,  geralmente serrilhadas e truncadas na base; pleiocásio com 5 ou 6 raios; ciátio glabro, com nectários amarelos, inteiros, desprovidos de apêndices, frutos aproximadamente esféricos, glabros, e com numerosas verrugas dorsais.
Tipo biológico: caméfito;
FamíliaEuphorbiaceae:
Distribuição: Endemismo lusitano, com ocorrência circunscrita ao Ribatejo e à Estremadura.
Ecologia/habitat: clareiras de matos, em solos calcários e em locais com alguma  humidade.
Floração: de Março a Junho.
[Local e datas: Serra de Montejunto; 15 - Abril - 2014 (fotos 6,7 e 8); 1 - Abril - 2016 (fotos 5 e 10); 22 - Abril - 2017 (fotos restantes)]