quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Asperula hirsuta

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Asperula hirsuta Desf.
Erva perene, multicaule, esverdeada ou verde-acinzentada; com caules (15 a 60cm) erectos ou erecto-patentes com indumento de pêlos hirsutos, pelo menos, na parte basal; folhas sésseis, lineares, dispostas em verticilos de 4 a 6 (as basais) e de 6 a 8 (as  médias e superiores); flores tetrâmeras, com corola hipocrateriforme, branca ou rosada, agrupadas em inflorescências ramificadas.
Tipo biológico: Hemicriptófito;
Família: Rubiaceae;
Distribuição: Sul da Península Ibérica; Norte de África, com excepção do Egipto.
A ocorrência desta espécie em Portugal está circunscrita ao Algarve e Baixo Alentejo.
Ecologia/habitat: pastagens anuais, clareiras de matos, de sobreirais e de pinhais; taludes e bermas de estradas e caminhos, por vezes, em sítios degradados, a altitudes até 1800m. Indiferente à composição dos solos.
Floração: de Abril a Julho.
[Locais e datas: Ludo e Cerro de S. Miguel (Algarve); 9 - Março - 2013 (fotos 7 e 8); 22 - Maio - 2016 (fotos restantes)]
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domingo, 15 de janeiro de 2017

Trevo-bardana (Trifolium lappaceum)





Trevo-bardana (Trifolium lappaceum L.)
Erva anual, algo pilosa, que pode atingir até cerca de 45 cm, com caule erecto ou, mais vulgarmente, ascendente, ramificado desde a base; folhas alternas, mas com as superiores, por vezes, subopostas, trifoliadas, com folíolos quase sésseis, obovados, denticulados na parte apical, pilosos na frente e no verso; flores (com cálice cónico com segmentos ciliados e mais compridos do que que o tubo e com corola (6 a 8 mm) branca ou rosada) agrupadas em inflorescências capituliformes, globosas,  sem invólucro, nem bractéolas, aparentemente terminais.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae;
Distribuição: Sul da Europa; Sudoeste da Ásia; Norte de África e Macaronésia (Açores, Madeira e Canárias).
Em relação à distribuição em território português refira-e que além de presente no arquipélago da Madeira e em algumas ilhas dos Açores, a espécie encontra-se também em quase todo o território do Continente. Ausente apenas na Beira Alta e admite-se que também em Trás-os-Montes, pois é duvidosa a sua ocorrência nesta (antiga) província.
Ecologia/habitat: prados em locais temporariamente alagados, com frequência em solos arenosos ou margosos, a altitudes até 1000 m.
Floração: de Abril a Julho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 31 - Maio - 2016)
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Heliotropium supinum




 Heliotropium supinum L.*
Erva anual, com 10 a 80 cm,  algo esverdeada, por vezes, acinzentada, vilosa (com pêlos patentes, macios e compridos), caule tomentoso-viloso, ramificado, decumbente ou prostrado; folhas ovadas ou elípticas, mais ou menos vilosas na página superior e tomentosas na página inferior; flores brancas, de pequena dimensão  (1 a 2 mm de diâmetro) agrupadas em inflorescências onde se dispõem em cimeiras geminadas, densas.
Apresenta numerosas semelhanças com a espécie congénere Heliotropium europaeum. (espécie que é bem mais vulgar em Portugal). Para as distinguir dever-se-á atender, desde logo, à postura do caule da planta em observação (caule erecto no caso do H. europaeum; decumbente ou prostrado no caso do  H. supinum).  Outras características (perceptíveis por um observador mais atento) enunciadas pela Flora Iberica: cálice dividido quase até à base e persistente após a queda do fruto; este geralmente com 4 núculas (H. europaeum); cálice dividido apenas num terço do seu comprimento, que se desprende da planta juntamente com o fruto; este geralmente com uma só núcula, raramente com 2 ou 3 (H. supinum).
Tipo biológico: terófito;
FamíliaBoraginaceae;
Distribuição: Sul da Europa, África,  Ásia Ocidental, Índia e Canárias. 
Em Portugal, apesar de não ser, aparentemente, muito comum,  distribui-se por grande parte do território do Continente, concentrando-se, sobretudo, nas regiões do sul e do centro do país.
Ecologia/habitat: pastagens com alguma humidade; leitos secos de cursos de água ou de pequenas lagoas e charcos temporários, em substrato arenoso ou argiloso, por vezes, nitrificado,  a altitudes até 700m. 
Floração: de Junho a Setembro.
*SinonímiaHeliotropium hirsutum C.B.Clarke; Heliotropium malabaricum Retz.
(Local e data:  Rio Ponsul, em Idanha-a-Velha; 11 - Setembro - 2015)
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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Sideritis romana




Sideritis romana L.
Erva anual, com 5 a 30 cm, hirsuta,  coberta com pêlos compridos e flexíveis, alguns glandulosos; com caule simples ou ramificado na base; folhas de ovadas a elípticas, dentadas, pelo menos, na metade apical; flores com corola branca ou levemente rosada, bilabiada, com o lábio superior bem menor que o inferior e por vezes inteiramente coberto pelo dente superior do cálice, dente este que, por sua vez, é bem maior que os restantes. As flores agrupam-se (2 a 6) em número variável de verticilos (até 20), formando em conjunto inflorescências que podem atingir até 22 cm.
Tipo biológico: terófito;
Família: Lamiaceae / Labiatae;
Distribuição: Região Mediterrânica. 
Em Portugal a sua ocorrência está limitada ao Algarve.
Ecologia/habitat:  clareiras de matos e pastagens, em terrenos pedregosos e mesmo em rochedos; em locais geralmente secos e, por vezes, alterados, em substrato preferentemente básico, a altitudes até 1100m.
Floração: de Abril a Junho.
[Local e data: Algarve (Ludo e Cerro de S. Miguel); 22 - Maio - 2016]

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Unha-de-gato (Ononis reclinata subsp.reclinata)





Unha-de-gato (Ononis reclinata L. subsp. reclinata)
Erva anual, glandulosa, com 5 a 25 cm, com caules erectos ou ascendentes; folhas em geral trifoliadas, com folíolos dentados no ápice; flores patentes quando em plena floração, pendentes depois, com corola que apresenta o estandarte rosado, asas e quilha esbranquiçadas.
Característica a observar para confirmar que se está em presença desta espécie: "Pedicelo das flores com uma articulação que o divide em duas partes" (Flora.on),  articulação que é suficientemente visível na 1ª foto supra. 
Esta espécie apresenta evidentes semelhanças com  Ononis dentata a pontos de esta, como se pode ler aqui, já ter sido considerada como uma subespécie da Ononis reclinata. Para as diferenciar, o portal Flora.on recomenda que se atente na forma das sépalas: "linear-lanceoladas, estreitando para o ápice, mais largas para a base" (O. reclinata); " linear-espatuladas, alargando e arredondando um pouco para o ápice" e "geralmente com 1 ou mais dentes no ápice" (O. dentata) (fonte).
Ocorrem na Península Ibérica, incluindo no território português do Continente, duas subespécies: a nominal a que se referem as imagens supra e a Ononis reclinata subsp. mollis (Savi) Bég. Dentre as características diferenciadoras apontadas pela Flora Ibérica, as mais facilmente observáveis são as referentes à corola: [nitidamente mais curta que o cálice (na  subsp. mollis); geralmente maior ou aproximadamente igual ao cálice e eventual e raramente mais curta do que este (na subespécie nominal)] e às estípulas foliares cuja parte livre, ou seja, a parte não soldada ao pecíolo, pode ser dentada (e assim é na subespécie nominal) ou inteira (e tal acontece na  subsp. mollis).
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae;
Distribuição: a subespécie aqui retratada distribui-se por toda a Região Mediterrânica, arquipélago das Canárias e Sudoeste da Ásia. Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, podendo encontrar-se, designadamente, no Algarve, Alto Alentejo, Estremadura, Ribatejo, Beira Litoral, Douro Litoral e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: pastos; rochedos e terrenos pedregosos, em substrato geralmente básico, a altitudes até 1000 m.
Floração: de Abril a Julho
(Local e data: Serra de Montejunto; 17- Maio - 2017)
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domingo, 8 de janeiro de 2017

Convolvulus siculus

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Convolvulus siculus L.
Erva anual, pubescente, escandente, com 10 a 40 cm; caules simples ou escassamente ramificados, erectos (os mais curtos), decumbentes ou volúveis (os mais desenvolvidos); folhas pecioladas, inteiras, com limbo ovado ou ovado-lanceolado com nervuras bem visíveis, truncado ou cordado na base; flores pentâmeras, axilares, em geral solitárias, com corola infundibuliforme, de cor azul escuro ou azul pálido, dispostas em inflorescências pouco densas; fruto constituído por cápsula globosa, glabra.
Tipo biológico: terófito;
FamíliaConvolvulaceae
Distribuição: Região Mediterrânica e Macaronésia (região onde, no entanto, a espécie se encontra circunscrita aos arquipélagos da Madeira e das Canárias) 
Segundo a  Flora Ibérica, ocorrem na Península duas subespécies: a subespécie nominal e a subespécie elongatus, que a mesma fonte diferencia em função do comprimento dos pedicelos [notoriamente mais curtos do que o cálice, na frutificação (subespécie nominal) e  tão compridos ou  apenas ligeiramente mais curtos do que cálice (subespécie elongatus]) e da cor das corolas (azul escuro, na subespécie nominal e azul pálido, quase branco na subespécie elongatus)
De acordo com a mesma fonte, ambas as subespécies ocorrem também em Portugal Continental: a subespécie elongatus circunscrita à Estremadura; a nominal com uma distribuição mais alargada (Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Baixa e, eventualmente, Trás-os-Montes)
Ecologia/habitat: terrenos pedregosos, na margem de cursos de água e na base de rochedos ou de arribas de natureza calcária.
Floração: de Março a Junho.
[Local e datas: Serra da Arrábida; 29 - Janeiro - 2014 (foto 4); 7 - Abril - 2014 (fotos 1 e 3); 23 - Abril - 2016 (fotos restantes)]

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Cachrys sicula








Cachrys sicula L.
Erva perene, um tanto rugosa, com 30 a 150cm, com caules muito ramificados; folhas basais multipenatissectas (4 a 6 vezes) com segmentos de última ordem, lineares, não rígidos, mucronados; e folhas caulinares também multipenatissectas (3 a 5 vezes); flores com pétalas amarelas com o ápice encurvado, agrupadas em umbelas compostas com 12 a 30 raios; frutos em geral globosos, por vezes elipsoides.
À primeira vista não é fácil distinguir a C. sicula da sua congénere C. libanotis, pois o hábito das duas espécies é, no seu conjunto, extremamente semelhante. Uma observação atenta permite, no entanto, distingui-las. Eis algumas das características distintivas: a C. libanotis é francamente mais rugosa que a congénere; os segmentos foliares de última ordem desta espécie podem ser lineares ou filiformes, rígidos e por vezes dentados, nunca mucronados; os frutos da C. libanotis são ovoides  e raramente papilosos, ao passo que os da C. sicula são globosos, como vimos, e sempre papilosos; as brácteas da umbela central são num caso (C. libanotis)  indivisas, enquanto que no outro caso se apresentam como penatissectas ou multipenatissectas; o cálice da C. libanotis tem dentes com menos de 0,5mm, enquanto que os dentes do cálice da C. sicula podem ter 1,1mm e nunca menos de 0.7mm.
Note-se, finalmente, que a identificação das duas espécies é também facilitada pelo facto de a C. libanotis ter um habitat mais restrito que a congénere, pois que confinado a dunas e areais, em geral, costeiros  e a altitudes até 100m.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Apiaceae /Umbelliferae;
Distribuição: Oeste da Região Mediterrânica.  Em Portugal Continental ocorre apenas no Algarve, Alto e Baixo Alentejo e Estremadura.
Ecologia/habitat: terrenos secos, em locais abertos e ensolarados, taludes e bermas de estradas e caminhos, em solos preferentemente básicos a altitudes até 900m. Subnitrófila. 
Floração: de fins de Março a Junho.
[Locais e datas: Castro Verde; 28 - Março - 2014 (as 4 primeiras fotos); Mértola; 27 - Maio - 2015 (as fotos restantes)]
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Narciso-de-inverno (Narcissus tazetta)




Narciso-de-inverno *(Narcissus tazetta L.)
Planta herbácea, bulbosa, perene.
Morfologicamente muito semelhante à congénere Narcissus papyraceus, dela se distingue, no entanto, pela diferente cor da coroa: amarela no N. tazzeta; branca no N. papyraceus.
Tipo biológico: geófito;
Família: Amaryllidaceae;
Distribuição: Europa (desde o Nordeste da Península Ibérica até aos Balcãs); Ásia (Península da Anatólia) e Norte de África. Naturalizada noutras regiões e países, onde foi introduzida como planta ornamental. É o caso de Portugal onde se pode encontrar em algumas regiões do território do Continente e, designadamente, no Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: nos lugares de origem ocorre em clareiras de matos e sobreirais, prados húmidos, fissuras de rochas calcárias, a altitudes até 1000m.
Em Portugal, no entanto, aparece sobretudo em sítios ruderalizados, na proximidade de lugares habitados, tratando-se frequentemente de populações escapadas de cultivo.
Floração: de Novembro a Março.
*Outros nomes comuns: Mijaburro, Narciso-de-Constantinopla, Narciso-tazeta.
[Local e data: Trafaria (Almada); 21 - Dezembro - 2016]